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riscos_e_rabiscos

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Susto de Morte

 

Alguém se aproxima vagarosamente, com pézinhos de lã.

Eu estou a trincar uma bolachinhas, distraidamente, sentada na paragem do autocarro enquanto penso na reunião secante de onde saí e aprecio os carros que passam.

 

Subitamente, oiço uma voz demasiado próxima de mim que me pergunta:

"O autocarro xxx passa no Ikeio?"

 

À medida que processo a informação na minha cabeça e tento desvendar o que é o "Ikeio" (que veio a revelar-se ser o nome daquela loja de mobiliário sueco), viro o meu pescoço para olhar para o meu interlocutor.

 

AAAAAAAAARGH! Apanhei um susto de morte!!! E até estremeci.

Se deparassem com um cenário assim...

 

 

... como reagiriam?

 

Confesso que a minha vontade ao olhar para aquela bocarra cheia de dentes pretos e recheados de ouro, foi a de fugir dali a sete pés ainda assim não levasse uma dentada fatal...

 

A Minha Primeira Vez.

Já tinha experimentado e não tinha gostado.

Pelo menos não assim, puro, duro, sem enfeites ou disfarces.

Tenho de confessar que não faz muito o meu género.

Gosto mais de outro tipo de... "iguarias".

Mais elaboradas, mais exigentes, mais enfeitadas.

A sua origem animal sempre me causou confusão.

Outra coisa que sempre me fez impressão, foi a sua textura.

E sabor.

Aquela coisa mole e macia, com ar inofensivo.

Agrada à grande maioria das pessoas e até dizem que faz muito bem à saúde.

Hoje olhei para ela. E ela olhou para mim.

Desejei-a, cobiçei-a.

Aquela cor rubi no cimo.

O seu brilho guloso a pedir para a lamber.

Fui egoista: agarrei nela com as duas mãos e possui-a.

Coloquei-a na boca, saboreei-a...

Senti todo o seu sabor e textura.

Engoli tudo.

Adorei...

E quero mais!

 

 

 

E foi assim a minha primeira vez em que experimentei gelatina vegetal! So what? Pensaram que era o quê?!? Hummm...

 

Só a Mim!

 

Mais uma aventura na cozinha se segue! Eu não como muito e nem o posso fazer mas também não posso simplesmente deixar de comer. Acho eu.

 

Na sexta-feira, morta de cansaço e de fome, devido ao trabalho extra que, diga-se de passagem, tem sido muito cansativo, mando as crianças descer para o refeitório para irem almoçar.

Respirei fundo, fui lavar as mãos, tratar de alguns assuntos pendentes e dirigi-me ao refeitório para ir buscar o meu almoço e refugiar-me na sala dos profes a almoçar.

Não é que não goste da companhia dos miúdos, mas também gosto de trocar impressões com os meus colegas e descansar um pouco a cabeça.

 

Tirei um tabuleiro, serviram-me um prato de comida - peru assado com fusili e eu odeio peru! Argh! - e como percebi logo que não era capaz de comer, queria uma tacinha de sopa.

Ancei a cirandar para trás e para a frente porque não consegui obter uma tacinha. Primeiro, porque não estava ninguém do outro lado do balcão para me dar uma; segund,o porque não se pode entrar na cozinha senão somos esquartejadas pela cozinheira; terceiro, as taças ficam escondidas atrás dos tabuleiros e da panela da sopa a ferver, o que torna impossível alcançá-las.

 

Como se estava a revelar uma missão impossível, resolvi pedir auxílio. Sabem a quem? À bruxa, quer dizer à cozinheira!

Toda delicodoce, perguntei à bruxa se me poderia dar uma tacinha.

é claro que levei logo com uma resposta torta a dizer que "não podia porque... blá, blá, blá". O resto eu não percebi pois ela virou-me as cosatas com medo que alguma tacinha lhe saltasse para as mãos e assim ma tivesse de entregar. Continuou a resmungar afocinhada no lava-loiças. O que vale é que chegou a S. para salvar a minha hora de almoço.

 

Resumindo: o meu almoço foi sopa e meia dúzia de fusilis. A maio da trade, durante as aulas, tinha o estômago num roncar escandaloso.

 

Se fossem vocês o que fariam?

 

 

Duas em Uma

 

             

 

Chamem-me multifacetada, polivalente, multifunções, pau para toda a obra... Whatever! Mas a verdade é que fui requisitada, recrutada para entrar no  jogo em jeito de substituição de jogador lesionado. Assim... à última da hora!

 

Às vezes o azar de uns é a "sorte" de outros.

Ontem cheguei ao colégio à minha hora normal de iniciar as aulas e o director interpela-me com a pergunta "o que faz durante as manhãs?"

Ocorreu-me tudo menos o motivo real. Pensei que finalmente tivesse mexido nos cordelinhos, pauzinhos e neurónios para erguer as sugestões que eu lhe fiz - e ele aceitou entusiasticamente - para dinamizar o colégio e ganhar uns cobres extra. Mas parece-me que vozes de burros não chegam aos céus...

 

Revelou-me, então, que uma colega minha tinha dado uma queda no WC e que tinha partido três costelas, estando, por isso, incapacitada para dar aulas durante uns tempos.

 

Perguntou se eu "estava habituada a trabalhar com crianças daquela idade". Às vezes o director sai-se com cada uma que até parecem duas! Então esta turma não é minha?!? E já desde o ano passado?!? Ai, ai, ai!!!

 

Ontem foi a "genra" (como carinhosamente chamam à nora do director que anda pra lá a encher chouriços para justificar o ordenado) que substituiu a minha colega, o que não agradou nada à classe dos profes. Receia-se que ela seja uma espécie de espiã ao dispôr de sua majestade, o director. A ela falta-lhe um pouco de simpatia para que conquiste os outros e mesmo que não seja persona non grata, passou a sê-lo!

O consenso geral é que a "genra" não deve fazer estas substituições porque nem se quer é professora.

 

Voltei a levantar-me cedo para poder estar no colégio a horas e começar a aula. Devo dizer-vos que, apesar dos miúdos terem ficado decepcionados porque pensaram que iam ter inglês, as coisas correram muitíssimo bem!

Trabalharam imenso e ainda trabalharam um conto extra, que eles adoraram.

 

A parte hilariante do dia foi a hora do almoço. Já aqui vos disse que a cozinheira é super desagradável e antipática, com aquele ar de quem todos lhe devem e ninguém lhe paga.

Desci com as crianças para o refeitório que aguardaram a sua vez fazendo fila. Após terem entrado todos, eu dirigi-me para a zona da comida e a C. diz-me que tenho de avisar a cozinheira que também ia comer. Perguntei se havia um pratinho de comida, ao que ela coloca comida no prato, estende-me a mão à bruta, como se estivesse a mandar comida a animais com desdém e pergunta-me "isto chega?". É claro que chegava! Mas nem tive coragem de ir buscar sopa ou fruta. Acho que ela ainda me agarrava a mão e me mandava largar o que estava a segurar.

É claro que eu contei o episódio a toda a gente e mais alguém, inclusivamente ao director.

Todos sabem que a cozinheira é assim, mas de vez em quando uns laivos de simpatia não fariam mal a ninguém... digo eu...

Ninguém Me Levou...!

E eu também queria ir...

ao concerto da Madonna!

 

chuif!

Já sei que vai ser um arraso e blá, blá, blá.

Aproveitem para fazer pirraça.

Pode ser que eu aprenda a não me esquecer

de determinadas coisas, como por exemplo,

de comprar bilhetes para os concertos!

 

 

 

 

Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Time goes by so slowly for those who wait
No time to hesitate
Those who run seem to have all the fun
I'm caught up
I don't know what to do

Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
Time goes by so slowly
I don't know what to do

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you

Waiting for your call
Baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Ring ring ring goes the telephone
The lights are on but there's no-one home
Tick tick tock it's a quarter to two
And I'm done
I'm hanging up on you

I can't keep on waiting for you
I know that you're still hesitating
Don't cry for me
'cause I'll find my way
you'll wake up one day
but it'll be too late

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

Every little thing that you say or do
I'm hung up
I'm hung up on you
Waiting for your call
Baby night and day
I'm fed up
I'm tired of waiting on you

 

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